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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

OS HOSPITAIS MEDIEVAIS DE LISBOA - Hospital do Santo Espírito, de Bucelas

As confrarias do Espírito Santo tinham como objectivo, entre outros, o auxílio aos enfermos. A antiga capela do Espírito Santo integrava, em 1320, uma Colegiada e estava acompanhada por um hospital, encontrando-se ambos dentro do perímetro de um adro, localizado na área ocupada pela estrada nacional e um parque de estacionamento, junto ao edifício actualmente ocupado pela Junta de Freguesia de Bucelas. A capela funcionou como igreja matriz até 1520, altura em que foi substituída pela Igreja de Nossa Senhora da Purificação; a colegiada foi extinta em 1848.[1] Na actual igreja matriz existe um grupo escultórico do séc. XV, que foi o frontão da capela do antigo hospital, representando a Santíssima Trindade.[2] O hospital foi incorporado no Hospital de Todos-os-Santos.[3]


[1] Carla Varela Fernandes, O (des)conhecido retábulo da antiga capela do Espírito Santo de Bucelas, Arqueologia & História, p. 165, em http://www.academia.edu/3721263/O_des_conhecido_retabulo_da_antiga_capela_do_Espirito_Santo_de_Bucelas?login=cristinamoisao@gmail.com&email_was_taken=true, consultado em 23-12-2013
[3] Fernando da Silva Correia, Os Velhos Hospitais da Lisboa Antiga, Revista Municipal nº 10, Câmara Municipal de Lisboa, 1941, p. 11

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

OS HOSPITAIS MEDIEVAIS DE LISBOA - Hospital do Santo Espírito, do Lumiar

Sobre este hospital sabe-se apenas que estava localizado junto ao adro da igreja paroquial e era possuidor de muitos bens. Foi incorporado no Hospital de Todos-os-Santos.[1]


[1] Fernando da Silva Correia, Os Velhos Hospitais da Lisboa Antiga, Revista Municipal nº 10, Câmara Municipal de Lisboa, 1941, p. 11

OS HOSPITAIS MEDIEVAIS DE LISBOA - Hospital do Espírito Santo, de Benfica

Este hospital encontrava-se localizado junto à Igreja paroquial, tendo sido incorporado no Hospital de Todos-os-Santos.[1] A antiga igreja paroquial erguia-se no lugar do Tojal, a poente e norte da actual igreja de Nossa Senhora do Amparo, dela existindo referências datadas do século XIV.[2]



[1] Fernando da Silva Correia, Os Velhos Hospitais da Lisboa Antiga, Revista Municipal nº 10, Câmara Municipal de Lisboa, 1941, p. 11
[2] http://www.paroquia-benfica.pt/

terça-feira, 3 de setembro de 2013

OS HOSPITAIS MEDIEVAIS DE LISBOA - Hospital dos Cordoeiros ou Hospitalinho dos Cordoeiros

Existe uma certa confusão em redor da história deste hospital. Gustavo de Matos Sequeira afirma que a Confraria dos Cordoeiros administrou durante um período o Hospital do Convento da Trindade.[1] Por outro lado, existiu em Lisboa o Hospitalinho, situado na mesma zona e gerido pelos Irmãos da Mesa da Irmandade de Santo António dos Nobres, e aparentemente localizado na Rua do Ferragial.[2] O mesmo Matos Sequeira localiza o Hospitalinho dos Cordoeiros na Azinhaga de Gil Vicente (cordoeiro), no actual Chiado, correspondendo à entrada do antigo Hotel Borges.[3]
Persiste portanto a dúvida se seria uma única instituição com designações diversas ou se existiriam dois hospitais nesta área da cidade.





[1] Gustavo de Matos Sequeira, O Carmo e a Trindade, subsídios para a história de Lisboa, vol. 1, Câmara Municipal de Lisboa, 1939, p. 52
[2] Paróquias da Baixa-Chiado, Memórias de Uma Cidade Destruída, Alètheia Editores, 2005, p. 86
[3] Gustavo de Matos Sequeira, O Carmo e a Trindade, subsídios para a história de Lisboa, vol. 1, Câmara Municipal de Lisboa, 1939, p. 230-231

sábado, 17 de agosto de 2013

OS HOSPITAIS MEDIEVAIS DE LISBOA - Hospital dos Tanoeiros

Pouco se conhece este hospital, apenas que se localizava na Rua do Poço do Chão, entre as actuais Rua do Ouro, Rua dos Sapateiros e Rua da Vitória, na freguesia de São Nicolau.[1]




[1] Fernando da Silva Correia, Os Velhos Hospitais da Lisboa Antiga, Revista Municipal nº 10, Câmara Municipal de Lisboa, 1941, p. 12

quarta-feira, 17 de abril de 2013

OS HOSPITAIS MEDIEVAIS DE LISBOA - Hospital dos Pescadores linheiros


Um dos autores consultados situa este hospital em Alfama, freguesia de Santo Estevão, às Portas da Cruz, no cruzamento da Rua do Paraiso com as Portas da Cruz.[1] Sabemos que teria três camas, sendo sustentado pelos pescadores linheiros apenas em camas e casa.[2]
O projecto designado por Marcas das Ciências e das Técnicas pelas Ruas de Lisboa, da autoria da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, refere-se a esta instituição como sendo o “Hospital dos Pescadores, Linheiros, Tecelões e Tanoeiros”.[3] Do nosso ponto de vista, esta designação carece de rigor, uma vez que encontrámos outros hospitais de pescadores em Lisboa (Cata-que-farás, Nossa Senhora dos Remédios), um hospital de Tecelões localizado na Rua da Manga Lassa e um hospital de Tanoeiros situado no Poço do Chão.
Consideramos, no entanto, como certa a sua localização na Rua do Paraíso, na Freguesia de S. Vicente de Fora,[4] correspondendo ao actual nº 55; na verdade, este edifício conserva ainda sobre a porta uma placa ostentando um “S” invertido; este símbolo é de difícil interpretação, mas encontramos uma simbologia semelhante referida ao Hospital de Todos-os-Santos;[5] a simbologia poderia, assim, identificar o edifício como anexo ao Hospital de Todos-os-Santos, pelo que, embora sem provas documentais, possibilita a relação com o edifício hospitalar pertencente à confraria dos pescadores linheiros referenciado por Fernando da Silva Correia.

R. do Paraíso nº 55

Placa indicativa de edifício pertencente ao Hospital Real de Todos-os-Santos (?)



[1] Fernando da Silva Correia, Os Velhos Hospitais da Lisboa Antiga, Revista Municipal nº 10, Câmara Municipal de Lisboa, 1941, p. 11
[2] Cristóvão Rodrigues de Oliveira, Lisboa em 1551 - Sumário (em que brevemente se contêm algumas coisas assim eclesiásticas como seculares que há na cidade de Lisboa), Livros Horizonte, 1987, p. 63
[3] http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/pagina/fichas/objectos/dominio?por=60&i=60
[4] http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/pagina/fichas/objectos/freguesia?id=1618
[5] Augusto da Silva Carvalho, Crónica do Hospital de Todos-os-Santos - 1949, Edição do V Centenário da Fundação do Hospital Real de Todos-os-Santos, Lisboa, 1992, capa

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Considerando que está escrito em Português e que os assuntos tratados estão ainda num campo restrito de investigação, é com grande satisfação que observo a disseminação verificada.
Na procura de melhoria, pretende-se adicionar, para além da diversificação de temas, a tradução dos textos para Inglês e Francês.
O ponto negativo encontrado foi a ausência de comentários aos textos publicados. Pretende-se que o blog seja um local de troca de informação e opinião; resta-me pois apelar para que todos participem!

Obrigada!